Enfim, os mandantes

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Seis anos se passaram e, enfim, a pergunta “quem mandou matar Marielle Franco?” começa a ter respostas. Quem puxou o gatilho já se sabia, mas faltava ele, Ronnie Lessa, abrir o bico. Nesse meio tempo, surgiram todos os tipos de especulações envolvendo, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo fato de Lessa ser seu vizinho. Falou-se que a motivação era por conta de denúncias da então vereadora contra milicianos e por aí vai. Agora se confirmam as suspeitas de que a ordem partiu de um deputado federal, Chiquinho Brazão (União Brasil), de um conselheiro do TCE-RJ, Domingos Brazão, e de um  ex-chefe da Polícia Civil, o delegado Rivaldo Barbosa. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram mortos barbaramente porque ela se colocava contra um projeto sobre regulação fundiária de terrenos no Rio de Janeiro, que os irmãos Brazão tinham interesses comerciais. E todo o planejamento do crime foi feito pelo delegado Rivaldo, que deu a garantia de que ninguém seria punido. Não foi à toa que criou-se tantas situações obscuras, provas sumiram e colocaram cortina de fumaça para dificultar o desfecho de mais um triste capítulo da história da Cidade Maravilhosa. A capital de um estado onde virou rotina sujeitos que integram cúpulas dos poderes se envolverem em todos os tipos de criminalidade. Já teve graúdos que cometeram outros crimes, lá no Rio, e foram soltos por decisão da Justiça, mas temos que torcer para, dessa vez, não vingar a impunidade prometida pelo delegado.

CCJ da Alepe sob pressão

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa vota amanhã o projeto do Governo que extingue as faixas salariais dos PMs e bombeiros, e a expectativa é grande porque tem pressão nos deputados. O Governo diz que só pode extinguir até 2026, alegando que o custo é de R$ 1 bilhão, mas os militares querem que já seja neste ano.

Oposição é maioria

A maioria da CCJ é de partidos de oposição: Antônio Moraes (PP), Romeno Albuquerque (UB), Débora Almeida (PSDB), João Paulo (PT), Luciano Duque (SD), Renato Antunes (PL), Sileno Guedes (PSB), Waldemar Borges (PSB) e Willian Brígido (Republicanos).

Socialistas admitem erro

A criação das faixas salariais aconteceram no Governo Paulo Câmara, em 2017, e, como reconhecem os próprios socialistas, a medida criou distorções nas categorias de PMs e bombeiros. A governadora Raquel Lyra (PSDB) prometeu acabar. A polêmica é o prazo.

Waldemar indeciso

O PSB continua sem definição quanto à disputa pela Prefeitura de Gravatá, depois que o prefeito Padre Joselito avisou que tentará a reeleição pelo PSD. Ex-aliado do padre, o deputado Waldemar Borges seria a opção dos socialistas, mas ele próprio está indeciso. Diz que tem até julho para decidir.

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