Foto: Nando Chiappetta/Alepe
O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), se reuniu ontem com Silvio Costa Filho (Republicanos) e, segundo contou o ministro de Portos e Aeroportos, foi para cravar o apoio a sua candidatura ao Senado. “Álvaro disse que tem torcido para que eu possa compor a chapa do prefeito João Campos”, relatou Silvio. O ministro, inclusive, já disse que o presidente Lula (PT) também o quer numa das vagas de senador e já avisou que, no dia 2 de abril, deixará a Esplanada dos Ministérios para cumprir o prazo legal e poder cuidar do seu projeto. Mas sua presença na chapa majoritária da Frente Popular ainda depende de outras variáveis. Uma delas é quanto ao rumo da Federação União Progressista. Apesar de ainda não ter sido homologada, a junção entre União Brasil e PP é dada como certa. Só que, como disse o presidente do PP, deputado Eduardo da Fonte, qualquer decisão será tomada após 4 de abril, quando encerra o prazo para as trocas de partidos, renúncias e desincompatibilizações dos cargos para quem concorrerá nas eleições deste ano. Miguel Coelho, que preside o União Brasil, trabalha para a federação ficar com João Campos (PSB) e, dessa forma, ter a preferência para ser candidato a senador. Nos bastidores da Frente Popular também não se descarta a possibilidade de ele se filiar a outro partido e ocupar a vice. Voltando ao encontro entre Álvaro Porto e Silvio Filho, ambos também trataram sobre montagem de chapas proporcionais. É possível um acordo para garantir a eleição de deputados federais aliados, seja pelo PSDB ou Republicanos.
Divisão também no Senado
O lançamento do ex-deputado Paulo Rubem Santiago (Rede) é mais um imbróglio na federação Rede-Psol. O Psol quer apenas a vereadora Jô Cavalcanti concorrendo ao Senado, visando pegar os votos da segunda vaga. O partido prevê que Humberto Costa (PT) terá a primeira vaga de senador garantida.
Kassab critica chefe
Gilberto Kassab é presidente do PSD, mas também é secretário de Governo e Relações Institucionais no Governo de São Paulo. Mesmo assim comentou que o chefe, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria submisso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tarcísio de Freitas reage
Tarcísio de Freitas respondeu a Gilberto Kassab sobre não ser candidato a presidente da República e apoiar Flávio Bolsonaro (PL). “Quem fala em submissão não entende nada sobre amizade e valores”, reagiu. O governador lembrou que apoiaria quem Jair Bolsonaro indicasse.
Pedido de CPI com 2 assinaturas
A vereadora Eugênia Lima (PT) conseguiu um aliado, o vereador Sargento Francisco (Podemos), para pedir a instalação da CPI do Lixo na Câmara de Olinda. Ela diz que o acúmulo de resíduos nas ruas “passou de todos os limites no Carnaval”. São necessárias, pelo menos, mais quatro assinaturas para o requerimento ser apresentado. Mas não será fácil”.