Foto: Crysli Viana/DP
Por: Ricardo Dantas Barreto
E Mariana de Sousa
Do Diario de Pernambuco
Um momento de provação marcou a chegada do secretário de Planejamento do Recife, Jorge Vieira, até a Mesa Diretora da Câmara do Recife, nesta segunda-feira (2). Ele foi questionado pelo vereador de oposição Eduardo Moura (Novo) sobre o motivo de o prefeito João Campos (PSB) não ter comparecido à sessão de reabertura dos trabalhos do Legislativo, após o recesso parlamentar. Vieira não respondeu a Moura. Antes, o líder do Governo, Samuel Salazar (MDB) havia informado que o prefeito estava em Brasília, reunido com o ministro das Cidades, Renan Filho.
Eduardo Moura perguntou insistentemente ao secretário, filmando com o celular. O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB) e os vereador Rinaldo Júnior (PSB) e Cida Pedrosa (PCdoB) pediram para o oposicionista parar de abordar o secretário de Planejamento. Em seguida, Moura retornou ao plenário.
Na entrevista que concedeu, Jorge Vieira evitou polemizar sobre o assunto e chegou a dizer que tinha esquecido o que Eduardo Moura estava falando. “O prefeito está numa
reunião de trabalho em Brasília com o ministro Renan Filho, buscando recursos para a cidade. A missão que me foi dada é normal, eu sou secretário de Planejamento. Ele tentou falar comigo, no momento que eu estava subindo para a mesa, não era o momento certo. Ele tentou se colocar na minha frente. Eu simplesmente sentei no meu lugar e dei segmento aos trabalhos”, respondeu.
Romerinho Jatobá, que chegou a pedir desculpas no início da sessão devido à abordagem de Eduardo Moura, comentou que foi “uma situação desagradável, uma falta de cordialidade em receber um secretário e estar abordando”. “Mas já conversei com Eduardo, ele acha que não foi nada demais, que foi só fazer uma pergunta. Mas existem momentos para fazer as perguntas. De fato foi um constrangimento, mas já superado sem problema nenhum, segue normal”, disse o presidente da Câmara.
O OUTRO LADO
Eduardo Moura procurou minimizar o episódio e ainda disse que não entendeu a atitude dos vereadores governistas em evitar sua aproximação do secretário Jorge Vieira.
“Não teve nenhum tipo de agressividade, não teve nenhum tipo de contato físico agressivo, nada. Foi uma abordagem natural. Para minha surpresa, houve uma blitz de vereadores da situação quando cheguei perto do secretário, que inclusive é um secretário que eu tenho muitos elogios, tive contato com ele na Comissão de Obras, é um gentleman, é um cavalheiro, é um cara super educado. E a minha pergunta foi: por que o prefeito não veio o secretário? E eu me surpreendi porque não consegui chegar perto do secretário. Tinha gente me puxando pela cintura, segurando meu braço, arranharam meu dedo. Então, eu não entendi esta abordagem. Eu só subi, inclusive, porque eu não consegui fazer a pergunta embaixo”, se defendeu o vereador.