O clima está muito tenso no PP devido à especulação cada vez mais crescente de que seu presidente, o deputado Eduardo da Fonte, poderá romper com o Governo do Estado. Alguns dos seus liderados não escondem a insatisfação com os rumos que o partido pode tomar. Ontem, o deputado Antônio Moraes externou que se filiará a outra sigla da base governista, se a decisão de Dudu for mesmo apoiar João Campos (PSB) para governador. Nos corredores da Assembleia já se diz que o destino seria o PSDB, que voltou para grupo da governadora Raquel Lyra (PSD). O que mais se fala é que o acordo passa pela candidatura do dirigente progressista ao Senado. Em off, outro deputado do PP falou que tudo se desenha nesse sentido, porém admitiu que permanece no PP por ter mais chance de se reeleger. O porém, conforme esse parlamentar, é que sendo confirmada a aliança com o PSB, tem de ser dada liberdade para os apoiadores de Raquel. O progressista lembra que essa situação não é exclusiva do seu partido, ressaltando que há divisões de palanques no PV, PT, União Brasil, Podemos, Republicanos, só para citar esses. E aí enfatiza que não pode haver retaliação de ambas as partes. A tensão interna se dá porque o tempo está passando, com o prazo para mudança partidária acabando em 3 de abril. Já o prazo dado por Eduardo da Fonte para definir a aliança majoritária é após 4 de abril. E ainda tem a peleja com o União Brasil, que é presidido por Miguel Coelho. PP e União estão prestes a formar federação, no entanto Coelho e Eduardo já não falam a mesma língua.
Caminho inverso de Silvio
Entre integrantes do grupo do ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) o caminho inverso não é descartado e que existe, sim, a possibilidade de aproximação com Raquel Lyra (PSD). Seus aliados dizem que ele sempre foi fiel a João Campos (PSB) e merece ocupar uma vaga de senador.
Campos marca ponto
João Campos (PSB) ficou sem o PSDB, contudo praticamente garantiu a aliança com o MDB, após articular a filiação do presidente da Alepe, Álvaro Porto. Ele fez questão de ir prestigiar o ato. E se conseguir mesmo atrair a Federação União Progressista, dará um baque em Raquel Lyra.
De casa nova
O deputado Renato Antunes dará adeus ao PL, hoje. Sua filiação ao partido Novo está marcada para as 18h30. Apesar de ser bolsonarista, o parlamentar calcula que terá mais chances de reeleição nessa sigla. O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, vem para abonar a ficha.
Entregas no HR e PEs
A governadora Raquel Lyra (PSD) estava de alma lavada, ontem, ao concluir a reforma dos 6º e 8º andares do Hospital da Restauração, com investimento superior a R$ 22 milhões. A oposição vinha criticando o atraso das obras. Raquel garantiu que o trabalho vai continuar nos demais setores. Hoje, a governadora vai ao interior para entregar as PEs 540, 263 e 304 requalificadas.