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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na tarde desta quarta-feira (25), o julgamento dos condenados pela morte da ex-vereadora Marielle Franco, com o voto final do ministro Flávio Dino, consolidando placar de 4 a 0.
Em uma manifestação técnica e firme, Dino fez questão de ressaltar o rigor de sua análise e de forma célere. Ele revelou que sua decisão não se baseou apenas nas sustentações orais, mas em um mergulho “profundo nos autos” durante todo o curso do processo.
Com o voto de Dino acompanhando os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, o STF envia uma mensagem de coesão absoluta. A unanimidade esvazia qualquer tentativa futura de recurso baseada em “divergência de interpretação” dentro da Turma.
O ministro também foi rigoroso na condenação de Rivaldo Barbosa por integrar organização criminosa, corrupção passiva e obstrução. Dino, que foi Ministro da Justiça durante o período em que a Polícia Federal, assumiu o caso para identificar os mandantes, destacou que a conduta de Barbosa representou a “máxima degradação do serviço público”.
Oito anos foram necessários para chegar no fechamento de uma história repleta de esquemas, perseguições e práticas criminosas.
O histórico julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora e do seu motorista, Anderson Gomes, teve um veredito unânime: Os irmãos Brazão são condenados como mandantes da morte das vítimas e por formar organização criminosa.