Só em 2026

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Ficou para 2026 a votação da PEC da Segurança na Câmara Federal. A primeira votação seria hoje, mas os líderes das bancadas optaram por adiar para fevereiro, já que o recesso vai iniciar e a prioridade é aprovar o Orçamento da União. O deputado Mendonça Filho (UB) é o relator e disse que fez a sua parte para garantir um texto que contemple o sistema de segurança e preserve a autonomia dos estados. “Pediram para que entregasse o relatório no dia 4 e assim o fiz, mas os líderes decidiram adiar. Agora temos mais tempo para negociar. De qualquer forma, a PEC só seria votada no Senado no próximo ano”, comentou. A proposta original foi entregue pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e houve resistência por parte de alguns governadores, principalmente, da direita. Receavam perda de autonomia e maior controle das ações por parte do Governo Federal. “Restaurei e preservei a atuação dos estados”, tranquiliza Mendonça. Entre os principais pontos do seu relatório, está o endurecimento do regime de progressão para os líderes de criminosos. “Será progressão zero”, diz. Também propõe o reforço no controle do sistema prisional. Além disso, a PEC da Segurança prevê aumento de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões nos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário. Entre os pontos destacados por Mendonça estão a ampliação das atribuições da Polícia Federal, a destinação de 15% dos recursos do Fundo Social do pré-sal e de 6% da arrecadação das loterias para ações de segurança pública.

Votos em todas gerações

Presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB) lembra que João Campos (PSB) foi o deputado federal mais votado de Pernambuco e carrega os legados de Eduardo Campos e de Miguel Arraes. “João tem voto entre os eleitores da idade dele, de quem tem a idade do pai e também do bisavô”, ressaltou na Rádio Folha.

Ano de entregas

A governadora Raquel Lyra (PSD) demonstra que não está nem aí para as críticas dos opositores a sua gestão. O ano de 2026 é o último do atual mandato, mas ela disse que “o ano que vem não é o fim de nada, o ano que vem é o começo de tudo”. Seus aliados prevêem muitas entregas.

Rombo na Previdência

Ao discursar, ontem, na tribuna, o deputado estadual Fabrício Ferraz (SD) disse que a previdência social do município de Floresta tem um rombo de R$ 11 milhões. Segundo ele, foram realizadas duas audiências públicas, mas nenhum representante da gestão municipal compareceu.

Cirilo Mota: decisão certa

Cirilo Mota, ex-presidente do PT Recife, considerou um acerto a aprovação da Resolução Política, no Diretório Municipal, reafirmando que o partido deve definir um lado em 2026. “É o mesmo PT que, no ano 2000, não vacilou. Mas que, em 2012, as ilustres lideranças João Paulo e Humberto Costa colocaram tudo a perder”, disparou.

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