Foto: Blog Dantas Barreto
Reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes filiou-se à Rede Sustentabilidade há três meses e, nesta quarta-feira (18), lançou sua candidatura ao Governo do Estado. Como o partido integra a mesma federação com o Psol, Gomes tenta se cacifar, já que o ex-vereador Ivan Moraes (Psol) também está na disputa. Porém, outra alternativa é concorrer pelo PDT e as negociações estão sendo feitas entre o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) e o presidente nacional da sigla pedetista, Carlos Lupi. Gomes defende uma alternativa à polarização de grupos familiares, se referindo às candidaturas da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito João Campos (PSB).
Alfredo Gomes é reitor da UFPE e tem até o dia 4 de abril para deixar o cargo. Para isso, terá de resolver as questões partidárias até o final de fevereiro, como adiantou Túlio Gadêlha. “Só deixarei a Reitoria se for candidato a governador. Recebi convites para deputado estadual, federal de alguns partidos, mas temos um projeto mais robusto para recuperar o desenvolvimento de Pernambuco. É um movimento mais amplo e temos condições de contribuir com um debate para fazer uma mudança profunda no Estado”, salientou, em entrevista ao Blog Dantas Barreto.
O pré-candidato contou que já houve uma conversa com o Psol e haverá outra, na próxima segunda-feira. A ideia, conforme Gomes, é tornar seu nome público para que seja posto nas pesquisas de intenção de votos. E, com isso, avaliar quem se posiciona melhor, se ele ou Ivan Moraes. Há também a intenção de atrair o PCB e o Unidade Popular para a aliança.
PDT
No entanto, o PDT poderá ser a opção para Alfredo Gomes disputar o Governo e poder acomodar os cerca de 35 pré-candidatos a deputado federal e estadual, além do ex-deputado Paulo Rubem Santiago, que quer concorrer ao Senado.
“Tem a conversa com o PDT e todo grupo. Foram montadas mais de 40 comissões provisórias nos municípios e tudo será definido na janela partidária. A gente quer o PDT e Psol nesse processo”, disse Alfredo Gomes. Segundo ele, as chapas proporcionais serão atrativas porque apenas Túlio Gadêlha tem mandato.
DEBATE SOBRE O ESTADO
O fundamental, na avaliação de Alfredo, é fazer o debate sobre as necessidades de Pernambuco que o Governo Raquel Lyra não atendeu. “Tem várias questões como desenvolvimento econômico, tratar as regiões de Pernambuco de forma igualitária, incentivar as cadeias econômicas. O Estado carece de políticas públicas na educação, inovação, tecnologia e ciência, que são elementos estratégicos. O problema do saneamento básico não se resolve com privatização. O Estado tem que liderar. Por isso, temos que repensar esse contrato. A mobilidade em Pernambuco é um problema. Precisamos ter formas de escoar a produção de forma mais barata”, ressaltou Alfredo Gomes.
Na sua opinião, há uma falsa polarização entre Raquel Lyra João Campos , “que não contribui para o desenvolvimento e que perpetua os mesmos grupos familiares na política”. “Existe espaço para outra forma de desenvolvimento do Pernambuco”, afirmou Alfredo Gomes, se auto titulando com um “offsider da política”.