Foto: Blog Dantas Barreto
Balanço divulgado pelo Governo de Pernambuco, nesta segunda-feira (5), aponta que 2025 encerrou com os menores registros de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes de toda a série histórica, iniciada em 2004. De acordo com as informações oficiais, o índice ficou em 32,7. “É o mais expressivo dos últimos 22 anos. Em relação a 2024, Pernambuco registrou uma redução de 9,5% nas mortes violentas, o que representa 330 vidas preservadas ao longo de 2025, diz a nota enviada à imprensa.
A redução dos crimes é justificada pelo Governo como sendo resultado dos investimentos e reforços nas forças de segurança do Estado. “Estamos investindo R$ 2,3 bilhões em inteligência, tecnologia, reforço do efetivo e integração das forças de segurança, porque preservar vidas e assegurar tranquilidade aos pernambucanos é a nossa maior prioridade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O resultado de 2025 representa uma queda expressiva nos índices de homicídios, na avaliação do Governo. “O maior número de mortes violentas por 100 mil habitantes em Pernambuco foi registrado em 2017, quando a taxa chegou a 57,1. Até então, o menor índice havia sido observado em 2013, com 34,1 mortes violentas por 100 mil habitantes”, informa a nota.
“Esse resultado mostra a eficácia das ações integradas de policiamento, inteligência, tecnologia e políticas públicas transversais estabelecidas no Programa Juntos pela Segurança. Vamos continuar seguindo firmes na nossa principal missão, que é garantir a ordem social, sobretudo preservando vidas”, ressalta o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
De acordo com o balanço oficial, o combate à circulação de armas de fogo irregulares e ao crime organizado estão entre as principais ações das operativas da SDS. Desde o início de 2023, foram apreendidas 18.342 armas de fogo em Pernambuco.
O Governo do Estado destaca que “o enfrentamento ao crime organizado tem sido reforçado por operações especiais de caráter interestadual, como a Divisa Integrada, realizada em parceria com os estados do Ceará, Paraíba e Piauí; a operação Vale do São Francisco Seguro, com a Bahia; e a Nordeste Integrado, que envolveu ações conjuntas nas divisas de oito estados nordestinos”. “Essas operações ampliam o controle territorial, fortalecem a inteligência policial e impactam diretamente na apreensão de armas e prisões qualificadas”, acrescenta o texto.