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A Polícia Civil de Pernambuco se pronunciou, nesta sexta-feira (6), a respeito do ofício enviado pelo delegado-geral Felipe Monteiro Costa se referindo ao monitoramento feito nos deslocamentos do secretário de Articulação e Política Social do Recife, Gustavo Monteiro. A secretaria argumenta que qualquer denúncia anônima tem que ser apurada para verificar a veracidade. E que o ofício encaminhado ao escritório de advocacia Lacerda e Trindade Advogados Associados foi no sentido de esclarecer os procedimentos do setor de inteligência.
*NOTA PCPE À IMPRENSA*
É incorreta a interpretação de que “a Polícia Civil de Pernambuco admite ter realizado monitoramento indevido de aliados do prefeito João Campos sem investigação formal”, conforme afirma reportagem publicada pela imprensa, em 5 de fevereiro de 2026.
A não instauração de inquérito policial decorre, justamente, do resultado da apuração preliminar realizada a partir de denúncia anônima. Por exigência legal, denúncias anônimas passam, inicialmente, por uma verificação de verossimilhança, etapa técnica preliminar e há décadas consolidada nas polícias judiciárias, antes de qualquer medida investigativa formal.
No caso em questão, a checagem preliminar não identificou elementos indiciários mínimos que justificassem a abertura de investigação criminal formal.
O ofício mencionado na reportagem não reconhece, portanto, qualquer ilegalidade, tampouco aponta irregularidades nas diligências realizadas; ao contrário: o documento registra que os procedimentos adotados observaram os parâmetros legais e operacionais aplicáveis às fases de inteligência e de verificação preliminar, compatíveis com práticas adotadas por forças de segurança de todo o país.
É importante esclarecer, por fim, que a atividade de inteligência e a verificação preliminar de informações não se confundem com a investigação criminal formal, nem resultam, por si sós, na necessidade de instauração de inquérito policial. Tratam-se adquelas de etapas técnicas de triagem de informações, voltadas à proteção do interesse público e à prevenção de ilícitos, sem produção de juízo acusatório ou imputação de prática ilícita a qualquer pessoa.
A Polícia Civil de Pernambuco reafirma a legalidade, a transparência e o compromisso institucional na condução de suas atividades, sempre pautadas pelo respeito às normas vigentes e aos direitos fundamentais. A Instituição informa, ainda, que todas as informações pertinentes estão sendo prestadas ao Ministério Público, nos termos da Constituição Federal, no exercício do controle externo da atividade policial.