Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles
Do Metrópoles
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que há “risco concreto de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou considerar a prisão domiciliar uma medida suficiente. Para o PGR, não há necessidade de colocar policiais dentro da casa do ex-chefe do Palácio do Planalto. Gonet se manifestou em resposta a um pedido da Polícia Federal e caberá ao relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, do supremo Tribunal Federal (STF)decidir que medidas serão efetivamente tomadas.
O procurador pediu a Moraes o reforço no monitoramento do entorno da casa de Bolsonaro, mas não vê nessecidade de uma prisão preventiva em unidade prisional.
Segundo ele, mesmo com a proximidade do julgamento da ação penal em curso no Supremo, não se justifica uma medida mais gravosa.
“Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. Ao que se deduz, a preocupação se cingiria ao controle da área externa à casa, contida na parte descoberta, mas cercada do terreno, que confina com outros tantos de iguais características. Certamente, porém, que há se ponderar a expectativa de privacidade também nesses espaços”, escreveu Gonet.