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Do Congresso em Foco
Em discurso neste sábado (28), durante a edição anual da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que os Estados Unidos e o “mundo livre” exerçam “pressão diplomática” sobre o Brasil para que as eleições de 2026 sejam, segundo ele, “livres e justas”, com base em “valores de origem americana”.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio afirmou que não deseja “interferência” estrangeira no pleito brasileiro, mas defendeu que atores internacionais acompanhem de perto o processo eleitoral, observem a liberdade de expressão nas redes sociais e pressionem as instituições brasileiras. A fala foi feita diante de uma plateia conservadora nos Estados Unidos, em um dos principais fóruns da direita americana.
Ao se dirigir diretamente ao público do evento, o senador pediu atenção internacional ao cenário político brasileiro. Segundo ele, “se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente”, seu grupo político vencerá a disputa presidencial do próximo ano.
No trecho mais sensível do discurso, Flávio defendeu que Washington adote uma nova postura em relação ao Brasil. Ele criticou o governo do ex-presidente Joe Biden, a quem atribuiu, sem apresentar provas, interferência nas eleições de 2022 para favorecer a volta do presidente Lula ao poder. Em seguida, sugeriu uma “mudança” na política externa americana para a região, com pressão diplomática sobre as instituições brasileiras.
Ataques a Lula
Durante a exposição, Flávio fez uma série de críticas ao governo Lula. Disse que o presidente e o PT são “abertamente antiamericanos”, acusou o petista de atuar contra interesses dos Estados Unidos em temas de política externa e afirmou que o Brasil, sob Lula, aproximou-se da China em escala massiva.
Ele também declarou que Lula teria feito lobby para evitar que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas nos Estados Unidos. No mesmo discurso, criticou a revogação do visto de Darren Beattie, assessor de Trump para temas ligados ao Brasil, e classificou o episódio como algo “sem precedentes” na relação entre os dois países.