Foto: Blog Dantas Barreto
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, participa, nesta segunda-feira (24), do Fórum Permanente de Infraestrutura, sobre a importância da Escola de Sargentos do Exército (ESE) em Pernambuco e disse que as obras estão previstas para iniciar no próximo ano. Segundo ele, já houve todas as conversas com os ambientalistas e a área a ser desmatada caiu de 400 hectares para cerca de 50 hac.
“Não sei porque ser contra. O quartel já existe lá, o Exército já está instalado. Apenas estamos querendo um lugar para fazer as obras de engenharia, que são muito grandes. É um prédio gigantesco, mas aqui será o berço de todo o começo de uma carreira militar. Não podemos perder uma oportunidade dessa em hipótese nenhuma”, disse José Múcio em entrevista coletiva.
Questionado se está havendo radicalismo por parte dos ativistas ambientais, o ministro disse que não, mas que já tratou do assunto com eles e atendeu aos pleitos. “Já estive com os ambientalistas muitas vezes, falta só a gente fechar. Acho que tudo já foi discutido. Saiu de 400 hectares de área suprimida, para 90 hectares e agora está entre 50 e 60 hectares. Não tem mais o que discutir”, garantiu.
Sobre data para o início das obras, José Múcio não cravou, mas disse que “tomara que comece em 2026”. “Vamos trabalhar para ser, vai acontecer”, frisou.
O Fórum Permanente de Infraestrutura está acontecendo na Casa da Indústria de Pernambuco, promovido pela Fiepe. Além do ministro José Múcio, estão presentes a governadora Raquel Lyra (PSD), o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o comandante Militar do Nordeste, general Maurílio Ribeiro.
Um comentário
A área a ser desmatada corresponde a menos de 1%. Afora 180ha q o exército irá plantar nos arredores siliares e veios de água. Essa resistência de “pretensos” ambientalistas tem apenas o caráter de auto promoção, pois toda a população de arredor está apoiando a ESE. Além do que a área do CMNIC só está florestada porque o exército a replantou, senão seria terra arrasada como se encontrava. É notório q em todo as as terras em que o exército está assente são absolutamente florestadas e preservada!
Para finalizar quem deve estar no centro do equilíbrio ambiental? O bem estar das pessoas! E é isso que a ESE vai gerar através dos investimentos. O perigo não está aí… e sim na falta de atitudes do poder público em planejar e preparar as cidades do entorno para absorverem o boom que vira por decorrência. Até porque toda a macro infraestrutura se limita ao intramuros da ESE. Não fazê-lo desde agora é uma irresponsabilidade que a história breve irá mostrar!