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Um dos investigados pela Operação Vassalos, da Polícia Federal, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) vê “ação espalhafatosa”, em pleno ano eleitoral. Ele se pronunciou através das redes sociais, afirmando que seu grupo político conseguiu, ao longo dos últimos anos, buscar recursos para garantir o desenvolvimento do município sertanejo. Miguel é pré-candidato a senador e garante que a suspeita de desvio de recursos que tentam lhe imputar não o intimidará.
Além dele, são investigados seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho (UB), o prefeito Simão Durando (UB) e pessoas ligadas à família e ao grupo político. As suspeitas envolvem desvios de recursos federais provenientes de emendas parlamentares de autoria de Bezerra Coelho e Fernando Filho, além de convênios com a Codevasf.
“Não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso. Vamos continuar trabalhando e lutando para trazer investimentos para o nosso Estado. Durante a última década, transformamos Petrolina na cidade que mais cresce no Nordeste. Trabalhamos com diferentes governos, sempre com transparência, fiscalização dos órgãos competentes, contas aprovadas e obras entregues à população. Mesmo assim, em ano eleitoral, criaram uma ação espalhafatosa para tentar manchar nosso mérito”, diz Miguel.
O ex-prefeito lembra que sua família já foi alvo de outras operações investigadas e nada foi comprovado. “Não é a primeira vez que enfrentamos ataques. Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Eles não conhecem a força do Sertão. Aqui nada cai do céu. Aqui a gente trabalha e faz acontecer. Vivemos do trabalho e nada, e nem ninguém, vai nos parar”, conclui Miguel Coelho.
OPERAÇÃO
Na última quarta-feira, agentes da Polícia Federal fizeram buscas e apreensões em endereços dos investigados pela Operação Vassalos. Na ocasião, foram expedidos 42 mandados autorizados pelo ministro do STF, Flávio Dino.
São apuradas as práticas de frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório, fraude em licitação e contrato, além de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.”, inmformou a PF.