Lula e Tarcísio disputam apoio do MDB para as eleições de 2026

Foto: Divulgação/MDB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de freitas (Republicanos), estão em disputa franca pelo apoio do MDB para as eleições de outubro. No Palácio do Planalto, não é mais segredo que a pretensão é formar a chapa à reeleição com um vice do partido. Isso aproximaria, definitivamente, o governo do Centrão e, de bônus, garantiria a capilaridade que os emedebistas têm pelo país na disputa nas urnas. Só que, no Palácio dos Bandeirantes, os planos são os mesmos.

Prova disso é que, em vez de participar dos eventos federais em São Paulo, que incluíram o anúncio de R$ 1,4 bilhão para a produção de vacinas no Instituto Butantan, Tarcísio agendou uma reunião com o deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, praticamente no mesmo horário. Ele trabalha para fechar a participação da legenda na chapa à reeleição, o que imporia um obstáculo aos planos do PT de contar com o partido ao lado de Lula.

Não seria a primeira vez que os emedebistas estariam com os petistas na disputa presidencial. Em 2010 e em 2014, Michel Temer formou a chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff e completou o segundo mandato dela por conta do impeachment.

A questão, porém, seria o que fazer com o vice (e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) Geraldo Alckmin: além da fidelidade que tem demonstrado a Lula, já avisou a interlocutores que não pretende se envolver na disputa eleitoral em São Paulo, seja de que forma for.

E o PSB não abre mão de continuar com a Vice-Presidência da República, mesmo não tendo o mesmo peso do MDB.

Enquanto Lula tenta colocar seu plano em prática, os diretórios estaduais estão divididos quanto à ideia de fazer parte da base do petista. Uma boa parte dos emedebistas não perdoa o PT pelas acusações de “golpista” e “traidor” atribuídas a Temer por causa do impeachment de Dilma. Para eles, os petistas têm duas faces: uma antes e outra depois das eleições.

Paralelamente a essa discussão, há também a possibilidade de o governo trabalhar para alavancar a candidatura ao Senado da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Ela mesma já afirmou que tentará voltar à Casa da qual fez parte até 2021, quando se lançou candidata à Presidência — e no segundo turno apoiou Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas nem por isso garantiu a unidade do partido a favor do petista —, seja por São Paulo, seja por Mato Grosso do Sul, do qual era representante.

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