Na última quinta-feira, o presidente Lula (PT) apenas confirmou o que já havia antecipado e vetou o projeto da dosimetria, para que todos os condenados por tentar e apoiar golpe de Estado cumpram as penas integralmente. Também era evidente que houvesse reação dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até porque houve um acordo entre deputados e senadores da esquerda e Centrão para ser aprovado um projeto visando amenizar o clima de conflito. As bancadas de esquerda não participaram do acerto e votaram contra. Porém, continuam com minoria de votos e o veto de Lula será apreciado pelo Congresso Nacional. Relator da proposta no Senado, Esperidião Amim (PP-SC) já entrou na briga, querendo reapresentar a sugestão de anistia ampla, geral e irrestrita para fazer justiça, segundo ele, diante da incoerência do presidente da República. O progressista garante que 50 senadores lhe dão aval – no Senado são 81. Parlamentares governistas admitem que há risco, sim, dessa proposta ganhar corpo. Há quem ache que a ação do Governo dos EUA na Venezuela pode servir de alerta e alguns senadores de centro reflitam melhor para não fortalecer Bolsonaro. A questão é que, para Lula e os bolsonaristas, quanto mais essa corda esticar, melhor. O cenário continua polarizado, sem espaço para uma candidatura mais equilibrada, seja de esquerda ou de direita. O petista necessita manter esse radicalismo porque, até o momento, as pesquisas apontam para a reeleição. Já Bolsonaro precisa se manter vivo, tanto que colocou o filho Flávio na disputa.
Mais partidos vindo aí
O Congresso Nacional sempre busca uma forma de reduzir a quantidade de partidos políticos. Tem fim das coligações, fusões, criação de federações e cláusulas de barreiras, mas não demora para novas siglas surgirem. Atualmente, há 30 partidos no Brasil e 23 em processo de formação querendo concorrer nas eleições deste ano.
Prazo para registro
Para um novo partido poder lançar candidatos, o estatuto precisa estar registrado no TSE faltando seis meses para as eleições. Além da disputa, as legendas ainda vislumbram o direito ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral. Agora, ideologia que é bom, pouquíssimos partidos têm.
Torcendo pelo Jaguar
O prefeito Mano Medeiros (PSD) é torcedor do Santa Cruz, mas voltará a torcer, neste sábado, pelo Jaguar, que representa Jaboatão na 1ª Divisão do Campeonato Pernambucano. E certamente terá um gostinho a mais, se seu novo time derrotar o Sport logo na primeira rodada.
Liberais divergentes
Dois deputados do PL e duas posições divergentes. Enquanto o federal Coronel Meira acusa a governadora de PL paralisar o Hospital da Polícia Militar, o estadual Joel da Harpa afirma que Raquel Lyra (PSD) não teve qualquer participação na portaria assinada pelo ex-diretor da unidade de saúde, Coronel Renato.