Foto: Blog Dantas Barreto
A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a sinalizar simpatia pelo presidente Lula (PT), ao discursar no Congresso Estadual da UVP. Falou que no seu governo o diálogo entre Pernambuco e o Palácio do Planalto foi retomado e deu a entender que a recíproca é verdadeira: “O fato é que ele acredita e confia no nosso Governo”. Raquel deu exemplos dessa boa relação, lembrando que o Estado e a União garantiram o acordo de indenização aos moradores de prédios caixão. Outra parceria citada pela governadora é a duplicação da BR-232 entre São Caetano e Belo Jardim. Anunciou que em março será lançado o edital de licitação. Serão R$ 200 milhões com recursos de Pernambuco e R$ 100 milhões do Governo Federal. Nesse momento, contudo, o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira, avisou que o ministro dos Transportes, Renan Filho, ainda não assinou a liberação. Raquel Lyra, então, assegurou que, se os R$ 100 milhões não vierem, ela tem os R$ 300 milhões para duplicar a rodovia. Não será isso que afetará a boa convivência entre Raquel e Lula. Há uma expectativa entre os petistas de que a governadora peça votos para o presidente, sem isso significar palanque duplo em Pernambuco, dividindo espaço com João Campos (PSB). A fala de Raquel Lyra também ocorreu após a Folha de São Paulo divulgar anotações do pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, colocando a governadora pernambucana no rol de possíveis apoios dos bolsonaristas.
Sem propina e nem emprego
Ao falar sobre uma obra em Tabira, a governadora Raquel Lyra (PSD) disse que quer ser convidada para comer um bode. “Não cobro propina e não sou sócia de empresa. Faça um bode que eu vou”, falou. Em outro momento afirmou que, em campanha eleitoral, não promete emprego: “Se a pessoa chegar depois e dizer ‘você me prometeu um emprego e não me deu’, digo que não é verdade”.
Coisas da política
É incrível a normatização de certos acordos pré-eleitorais. Ontem, vereadores que participavam do Congresso Estadual da UVP relatavam em rodas de conversa que alguns parlamentares do interior receberam certa quantia de reais para trocar de candidato a deputado.
Quebra de sigilo
Os governistas querem anular a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula (PT), sob a alegação de que o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos), fraudou a votação. Podem até obter êxito, mas o ministro do STF, André Mendonça, já deu autorização.
Apoio à Lei Antifacção
Os governadores do Nordeste assinaram nota em apoio à sanção da Lei Antifacção. “Representa avanço significativo no enfrentamento às organizações criminosas que atuam de forma articulada, interestadual e, em muitos casos, transnacional, impactando a segurança cidadã, a economia regional e a coesão social”, diz o texto.