Foto: Antônio Augusto/STF
Do Metrópoles
O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% os produtos brasileiros exportados ao país provocou um isolamento do bolsonarismo na defesa da taxação contra o Brasil.
Enquanto o grupo tentou responsabilizar o presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT) eu Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro Alexandre de Moraes, alguns setores da economia mais ligados à direita, como o agronegócio na figura da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), demonstraram preocupação, defenderam resposta rápida do Brasil e pediram cautela no diálogo.
“A nova alíquota produz reflexos diretos e atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, expôs o pronunciamento da FPA.
Em outra reação diferente à do bolsonarismo, o presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), Joaquim Passarinho (PL-PA), do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse ao Metrópoles ver “com tristeza” o anúncio da taxação e chamou a decisão de Trump de “exagero”.
“Vejo com tristeza, para a economia brasileira, nós, como um grande parceiro americano, dos Estados Unidos, acho que o presidente [Trump] exagera muitas vezes nesse tipo de colocação, até porque isso não faz mal só para a economia do Brasil, faz mal para a economia americana também”, declarou.