No meio político, cada um procura colocar seus argumentos dentro do seu planejamento eleitoral para tentar convencer de alguma forma que está certo. Ontem, duas entrevistas mostraram bem esse contexto. Presidente do PL, Anderson Ferreira admitiu que pode ser candidato avulso ao Senado, confiando nos cerca de 30% dos votos da direita em Pernambuco e que seria um voto casado com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Ele cita o caso de 2022, quando os dois mais votados foram a eleita Teresa Leitão (PT) – apoiada por Lula (T) – e Gilson Machado (PL) – com apoio de Jair Bolsonaro (PL). Além disso, as duas candidatas ao Governo Estadual que passaram ao 2º turno, Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (na época no PSDB), viram seus senadores ficarem para trás. Como a polarização se mantém, Anderson acredita que a direita tem chance de ficar com uma das duas vagas. O deputado João Paulo (PT), que defende a reeleição de Raquel (agora no PSD), prega que o senador Humberto Costa tente novo mandato na chapa da governadora. Ele alega que, “em Pernambuco, o apoio de Lula é importante, mas não define eleição majoritária”. O petista diz que Humberto foi eleito quando Eduardo Campos e Paulo Câmara eram governadores e Teresa venceu também com Paulo no Governo. João Paulo, no entanto, admite que, se Humberto e Marília estiverem na mesma chapa, há chance de Lula ter dois aliados no Senado.
JP destaca ações da direita
O deputado João Paulo é do PT, mas tem elogiado a postura dos vereadores de direita do Novo e PL no enfrentamento a João Campos (PSB). “Era um prefeito bem avaliado, que não tinha oposição na Câmara. Mas o cenário mudou significativamente e ele começa a enfrentar um inferno astral”, disse. A bancada petista não faz oposição a Campos.
Tranquilidade segura
O ministro da Defesa, José Múcio, garante que, passados 10 dias que os EUA capturaram Nicolás Maduro, “a situação é tranquila”, na fronteira do Brasil com a Venezuela. A expectativa é se os venezuelanos que vieram de lá se sentem seguros para voltarem ao país de origem.
Repercussões da saída
A saída Ricardo Lewandowsky do Ministério da Justiça e Segurança Pública está causando dois movimentos. A PEC da Segurança corre risco de arquivamento e o Conselho Nacional de Secretários agora quer a criação do Ministério da Segurança Pública para atuar com estados e municípios.
PL sem alianças definidas
O palanque do PL-PE é incerto, como deixa claro seu presidente Anderson Ferreira, apesar de não fechar portas. Mas João Campos (PSB) está com o PT e Raquel Lyra se aproximou do presidente Lula. Anderson avisa que tem tempo de TV e Fundo Eleitoral para avaliar o que é melhor para ajudar Flávio Bolsonaro. “A direita não será usada por nenhum palanque”, diz.