Acordo entre Marília Arraes e Silvio Filho é para que Raquel tenha ambos para o Senado

Foto: Divulgação

Corre nos bastidores da política pernambucana que há possibilidade, sim, de o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e a ex-deputada Marília Arraes (que se filiará ao PDT) serem os candidatos ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). De acordo com a apuração do Blog Dantas Barreto, há um acordo entre Silvio e Marília de que só iriam os dois juntos. E que isso foi colocado nas conversas com Raquel quando lhes foram oferecidas as vagas na majoritária.

Tanto o ministro quanto a deputada querem evitar um segundo candidato com perfil mais à direita, já que ambos têm identificação com o presidente Lula (PT). Na semana passada, Silvio e Marília Arraes se encontraram em Brasília e fizeram questão de publicar nas redes sociais. “Vamos juntos fortalecer o time de Lula”, escreveu o ministro.

Aliados de Silvio Filho confirmaram a notícia publicada no Blog Dellas, nesta segunda-feira (16), de que ele e Raquel Lyra se encontraram no sábado passado. Marília já teve uma conversa com a governadora. E o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, revelou que Raquel demonstrou interesse em ter a sua futura correligionária na chapa.

Por trás disso há uma insatisfação de Marília, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho (UB) com as articulações do pré-candidato a governador e presidente nacional do PSB, João Campos. Apesar de os três aliados terem afirmado diversas vezes que estariam ao lado do socialista, não teria havido sinalização sobre quem ocuparia a segunda vaga do Senado, já que a outra está praticamente acertada com Humberto Costa (PT).

O caldo engrossou quando surgiu a notícia de que João Campos iniciou as negociações com o presidente do PP, deputado Eduardo da Fonte, para concorrer ao Senado. O progressista é da base aliada de Raquel Lyra e tem correligionários ocupando cargos no Estado.

E ainda tem outro personagem nesse imbróglio. O presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), se mantém interessado em ser o candidato a vice-governador pela Frente Popular.

Como o prazo para troca e filiação partidária, além da desincompatibilização dos cargos, termina em 3 de abril, possivelmente, João Campos terá novas conversas com Marília, Silvio e Miguel visando acalmar os ânimos e, quem sabe, oferecer algo que evite a migração dos aliados para o lado de Raquel Lyra.

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