A saída da Federação União Progressista do bloco governista da Assembleia Legislativa foi protocolada, nesta quarta-feira (8), mas o presidente estadual do grupo e do PP, deputado federal Eduardo da Fonte, garante ser uma estratégia para ocupação de espaços nas principais comissões permanentes. Ao Blog Dantas Barreto, ele esclareceu que, agora com 11 deputados, será possível indicar dois nomes para a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) e de Administração.
“Antes da federação, o PP tinha oito deputados e o União Brasil tinha cinco. Mas com a recomposição das bancadas, depois da janela de troca de partido, passamos a ter 11 e podemos indicar dois nomes para essas comissões. Vamos ser o voto de minerva nas votações mais apertadas”, contou Eduardo da Fonte. Na Comissão de Finanças a federação já tem dois parlamentares, inclusive o presidente Antônio Coelho (UB).
O dirigente disse que haverá uma reunião, na próxima segunda-feira, com toda a bancada para definir os encaminhamentos. Questionado se há possibilidade de rompimento com a governadora Raquel Lyra (PSD), Eduardo da Fonte disse que não é essa intenção. Mas considera que cada projeto tem que ser avaliado.
“Vamos conversar com a bancada. Ninguém vai ser subserviente. Vamos analisar as pautas. Jamais vamos fazer qualquer encaminhamento que seja contra Pernambuco”, assegurou Eduardo da Fonte.
Ele também negou que essa decisão de sair do bloco governista tenha sido motivada pela perda de cargos do PP no Governo. Hoje, inclusive, Bruno França assumiu a presidência do IPA, substituindo Bruno Rodrigues, que havia sido indicado pelo PP. “Essa mudança não é novidade. Faz 15 dias que já tinha sido anunciada. Decidimos sair do bloco por conta da nova composição das bancadas”, garantiu.
SENADO
Eduardo da Fonte afirmou que continua pré-candidato ao Senado pela federação que já tem Miguel Coelho (UB) no páreo. “Sou pré-candidato e vou ser eleito senador”, avisou. Porém, o deputado disse que só tratará sobre chapa majoritária e aliança a partir de maio.