“Senador com mandato de oito anos pensa que é Deus”, critica Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Do Congresso em Foco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (1º), que a disputa pelo Senado será central nas eleições deste ano e disse que parlamentares com mandato de oito anos “pensa que é Deus”, ao destacar a necessidade de formar maioria na Casa.

“Eleições para o Senado são muito importantes. Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos.”

A declaração foi feita durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, em meio à estratégia do governo de ampliar sua base de apoio no Congresso Nacional.

No mesmo contexto, Lula defendeu a construção de alianças com diferentes forças políticas, mesmo fora de seu campo ideológico, como forma de garantir governabilidade.

“Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Você tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para um estado o para o país.”

As falas ocorrem em um momento de reorganização da equipe ministerial, com integrantes do governo deixando seus cargos para disputar as eleições de outubro, dentro do prazo de desincompatibilização.

Entre os nomes cotados para concorrer ao Senado estão ministros como:

  • Rui Costa;
  • Gleisi Hoffmann;
  • Simone Tebet;
  • Marina Silva;
  • André Fufuca;
  • Carlos Fávaro;
  • Waldez Góes.

Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores para mandatos de oito anos.

Além de atuar na elaboração de leis, o Senado tem competências como julgar autoridades por crimes de responsabilidade e aprovar indicações para cargos estratégicos, incluindo ministros de tribunais superiores e o procurador-geral da República.

A composição da próxima legislatura também pode impactar futuras indicações ao STF, diante da previsão de aposentadorias ao longo do próximo mandato presidencial.

Você pode gostar:

Sem comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Destaques

Publicidade

Posts Populares

Publicidade