Coronel Meira diz que medida restritiva é injusta e prejudica mandato

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Do Congresso em Foco

O deputado Coronel Meira mm (PL-PE) afirmou que solicitará à Mesa Diretora da Câmara que suspenda o credenciamento do homem que o acusou de ameaças. O pedido é uma resposta à decisão do ministro do STF Flávio Dino, que impôs nesta quarta-feira (1º) medida restritiva contra o parlamentar.

Segundo o deputado, a restrição física afeta o exercício do cargo público, uma vez que o autor da queixa-crime tem livre acesso ao Parlamento, e “quem perde com isso é o cidadão que me elegeu”. Coronel Meira afirmou que a declaração foi “exercício normal do meu mandato parlamentar”.

Com a restrição, Coronel Meira deve manter distância mínima de 50 metros da vítima e fica proibido de tentar contato com o coronel Elias Miler. A acusação se refere a episódio ocorrido na Casa em outubro, quando o parlamentar declarou que, dentro da Câmara, “resolve as coisas no braço” e, fora, “na bala”.

O parlamentar reiterou que a suspensão do credenciamento não prejudica a Associação Nacional dos Militares Estaduais (Amebrasil), da qual Elias Miler é presidente. “O problema é só com a presença específica do coronel Miler, que está gerando essa restrição injusta”, afirmou.

Coronel Meira defendeu que a decisão vai além de uma briga pessoal, porque afasta um deputado eleito de cumprir com seu dever com a população.

“O que está em jogo aqui não é uma briga pessoal. É o direito de um deputado eleito cumprir seu dever com o povo. Não vou aceitar que uma limitação externa atrapalhe o trabalho que o eleitor me confiou.”

Ameaças

Em 7 de outubro de 2025, ao chegar para audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o então presidente da Associação Nacional dos Militares Estaduais (Amebrasil), Elias Miler, foi alvo de agressão verbal.

Segundo o relato, Coronel Meira afirmou que não cumprimentaria o que chamou de “filho da puta”, em referência a Miler. Após o início da sessão, o deputado disse ter visto uma publicação da vítima com críticas a seu respeito e declarou que resolveria a questão com Miler “no braço”, dentro da Câmara, e “na bala”, fora dela.

Na queixa-crime, a defesa sustenta que o parlamentar tem histórico de episódios semelhantes. Os advogados citam representações no Conselho de Ética da Câmara e ocorrências no Estado de Pernambuco.

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