Guardas municipais começam a usar armas de fogo no Recife

Foto: Blog Dantas Barreto

Por: Nicolle Gomes

Do Diario de Pernambuco

A primeira turma da Guarda Municipal do Recife começou, nesta segunda-feira (30), a usar armas de fogo. Segundo a Prefeitura, 25 guardas já estão com o porte em mãos e podem utilizar pistolas calibre 380. Além disso, eles saíram às ruas da cidade com spray e pimenta e equipamentos de choque, os teasers. Foi entregue também a primeira câmera corporal nos uniformes para mostrar a atuação deles em tempo real.

“No primeiro governo não estava num momento de fazer o armamento da Guarda e fiz dessa forma. Depois, nós discutimos em conjunto, ouvindo a Guarda, as demandas e fiz o compromisso que seria prefeito novamente e faria o armamento gradual. Agora chegou o momento de cumprir com a nossa palavra. Com um ano e três meses de gestão, o compromisso está cumprido e vocês são a primeira turma”, disse João Campos.

Na ação de hoje, foram entregues 15 viaturas, sendo que 5 serão utilizadas pelos guardas armados. A corporação também recebeu 10 motos e um microônibus. Os agentes que utilizam armas também terão câmaras incorporadas no fardamento.

Segundo a Prefeitura, até o início do segundo semestre, outras turmas estarão aptas a usar armamentos de fogo. A meta é colocar nas ruas 250 guardas, de 10 turmas, portando pistolas. A Guarda Municipal do Recife tem 1621 servidores ativos. São 1.320 homens e 301 mulheres. 

Procedimentos

O secretário municipal de Ordem Pública e Segurança do Recife, Alexandre Rebêlo, os 25 primeiros guardas armados estão nas ruas, pois foram os que receberam os portes emitidos pela Polícia Federal (PF).

“A gente tem mais nove turmas que estão em treinamento. São turmas de 25 guardas. À medida que elas forem passando esse treinamento, tendo avaliação positiva, a gente vai submeter à Polícia Federal mais um lote, mais um conjunto de guardas para ser avaliado”, disse.

O secretário informou que a prefeitura deve seguir um protocolo definido pela Polícia Federal. De acordo com ele, há uma instrução normativa que diz todos os passos que devem ser seguidos.

“A gente tem que ter um espaço para armazenar essa arma de fogo específico, com toda a questão de segurança. Depois, todo o guarda que for usar uma arma de fogo, tem que passar por uma avaliação psicológica feita por um psicólogo credenciado pela Polícia Federal”, observou.

Ainda segundo Rebêlo, a Guarda passou por formação para o chamado “uso progressivo da força”. “A arma de fogo está presente, disponível, mas ela só deve ser usada em últimas circunstâncias. Você tem antes um spray de pimenta, depois você tem uma arma de choque também que você está preparado para usá-la e só em última instância você usar arma de fogo. É justamente isso, você fazer tê-la presente, mas só usar quando não tiver nenhuma alternativa”, explicou.

Rebêlo disse, ainda, que o trabalho terá fiscalização de ouvidoria de uma corregedoria da própria Guarda Civil Municipal. “É uma exigência que tem na gestão normativa. A gente tem até uma ouvidoria da Prefeitura do Recife, mas pela instrução normativa da Recife tem que ser uma ouvidoria da própria Guarda Civil Municipal. Então, a gente criou essa ouvidoria, chamamos uma pessoa para ser ouvidora, ficar à frente dessa pasta, para justamente a gente poder avançar com isso”.

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