Pejotização e OSs são uma monstruosidade

Por: João Veiga

Estamos com sérias dificuldades nos hospitais públicos de PE. A “pejotização” nos hospitais geridos pelas OSs dificulta e impossibilita uma gestão compromissada com a instituição e os pacientes. O Governo do Estado tem que tomar uma posição em relação a essa “monstruosidade” de gestão onde se mistura OSs e “pejotização” compondo uma situação de descompromisso, gastos excessivos, comprometimento na formação de estudantes e residentes e abandono dos pacientes.

A posição do Simepe em relação e esse “monstro da pejotização” nas unidades públicas foi fundamental e um passo para resolver esse problema.

Outro problema a ser enfrentado pela a superlotação nas unidades de grande porte e de alta complexidade em todo estado. Medidas como a contratação de leitos de retaguarda, como ocorre na região metropolitana, poderia ser implantada no interior. Mais de 20% dos leitos dos hospitais regionais e de referencia do interior são ocupados por pacientes crônicos e para realizar tratamento com antibióticos por longos períodos.

O Governo poderia pactuar leitos de retaguardas para os hospitais regionais com os municípios. Pagava pelos leitos dos hospitais municipais, fornecia equipamentos básicos as essas unidades e proporcionava que o paciente ficasse interno no seu município. Com isso, liberava leitos nas unidades regionais para casos agudos e complexos e ajudava no caixa da saúde dos municípios.

Outra ação urgente e viabilizar um hospital de campanha com 50 leitos + 4 salas cirúrgicas  para “socorrer” o hospital de Trauma/Univasf de petrolina. Esses hospital de campanha seria usado pela traumatologia. Outra ação em Petrolina é comprar na rede privada da cidade procedimentos de hemodinâmica para cardiologia.

Não é aceitável pacientes com lesão graves das coronárias esperando até 6 meses para realizar um procedimento que salvará sua vida. Estamos no ano de eleições e a gestão da saúde é importante na decisão do eleitor.

E o concurso do estado para a área de saúde, sai quando?

Médicos, enfermeiros, tecnicos, fisioterapeutas e vários outros profissionais na espera ha anos, como também a população Pernambucana, a maior beneficiaria – pelo concurso anunciado para o ano passado.

Doutor João Veiga é cirurgião geral

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