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O comando nacional do partido Cidadania sofreu nova reviravolta com a anulação do congresso realizado no dia 4 de março, no qual o deputado federal Alex Manente (SP) foi eleito presidente. A decisão foi do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios ( TJDFT), Rômulo de Araújo Mendes, que acatou recurso do grupo que estava à frente do partido desde 2022, mas perdeu o controle devido à sentença judicial que havia anulado o resultado. Com essa decisão, Comte Bittencourt voltou ao comando da sigla.
Manente foi eleito com apoio do ex-presidente Roberto Freire, mas ação movida pelo grupo adversário apontou controvérsia na origem da reunião do Diretório Nacional realizada em 24 de fevereiro para convocar novo Congresso Nacional para 4/3/2026. Argumentaram que não houve quórum necessário para a deliberação. Dos 102 integrantes ativos, sétima necessários ao menos 52 votos, no entanto haviam na reunião apenas 21 membros.
“Muito embora não tenha sido acostada na origem a ata da reunião do Diretório Nacional realizada em 24/2/2026, os documentos juntados apontam, prefacialmente, para a possível invalidade do ato praticado. Por esse motivo, mostra-se necessária a suspensão da referida reunião, eis que presentes os
requisitos previstos no art. 300 do CPC. Consigno que, após a apresentação de contrarrazões ao presente recurso, não haveria prejuízo a eventual alteração do entendimento ora esposado, com a possibilidade de eventual revogação da antecipação da tutela recursal caso se verifiquem ausentes os requisitos para tanto”, relata o desembargador.
Rômulo de Araújo Mendes conclui assinalando que, “ante o exposto, CONHEÇO do recurso e DEFIRO a antecipação da tutela recursal, a fim de suspender as deliberações adotadas na reunião do Diretório Nacional ocorridas em 24/2/2026 e, por consequência, suspender as deliberações efetuadas no Congresso Extraordinário realizado no dia 4/3/2026”.