Foto: Blog Dantas Barreto
O prefeito João Campos (PSB) contestou a avaliação feita pelo presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (12), de que já estaria com sua chapa majoritária definida e que, com isso, o PDT e a ex-deputada Marília Arraes estariam descartados da disputa pelo Senado pela Frente Popular. Na sua visita ao Recife, Lupi revelou que Campos lhe disse que precisa de um nome de centro-direita para a segunda vaga do Senado, já que a outra seria do senador Humberto Costa (PT) representando a esquerda. Campos garantiu que as conversas com o PDT continuam abertas.
“Eu tenho muito respeito pelo presidente Lupi. Tive com ele uma conversa, na semana passada, e não tem decisão tomada. Então, não é verdade essa informação. Já estou marcado com o presidente Lupe de sentar, na semana que vem em Brasília. Antes de vir para cá, estava falando com ele pelo telefone. Ele vai cumprir uma agenda hoje e na semana que vem a gente vai estar em Brasília para tratar, não só daqui de Pernambuco. A gente tem uma aliança próxima ao PDT no Brasil todo e tem ajustes que a gente vai fazer”, disse João Campos, após o corte do bolo em comemoração aos 489 anos da Capital pernambucana.
Ao ser questionado de que as especulações em torno da possível chapa não ter sido desmentida, como observou Carlos Lupi, o prefeito recifense voltou a dizer que não tem nada acertado com qualquer pré-candidato a senador.
“Ninguém disse que estaria pronta, então não tem como desmentir o que não foi dito. Não tem chapa montada, não tem chapa pronta. Isso é um processo. Não existe dono. Na política e na democracia não há uma afirmação individual soberana, há um conjunto de definições. Então, não tem nada montado, não tem nome definido. Isso está muito claro. Qualquer tipo de especulação é especulação da política. Agora não há afirmação. Então eu estou afirmando que não há”, reagiu.
CONVERSA COM O PP
Porém, João Campos admitiu que há conversas com lideranças da Federação União Progressista, que tem como principais nomes em Pernambuco o deputado Eduardo da Fonte e Miguel Coelho (UB). Ambos são pré-candidato a senador.
“Existe uma federação partidária. A partir do momento que uma federação é feita, o instrumento jurídico passa a ser a federação. A decisão não é individual de um partido, mas de dois partidos. Eu estive ontem com Miguel Coelho. Tive conversas nacionais com a presidência dos dois partidos da federação, com o PP e com União Brasil, e eu acredito que é fundamental construir um processo de neutralidade da federação no âmbito nacional. No que eu puder fazer isso, vou ajudar a fazer para ajudar io presidente Lula”, disse o pré-candidato a governador.
CONVERSAS NACIONAIS
Campos relatou que, na condição de presidente nacional do PSB, está procurando construir o processo na base do diálogo. “Tem presidentes nacionais de partidos, inclusive eu participando. Não estou fazendo nada de forma isolada, estou fazendo com outros presidentes nacionais a exemplo de Carlos Lupi, de Edinho Silva (PT), de Antônio Rueda (UB), de Ciro Nogueira (PP). Ontem eu falei com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos. Isso está sendo conduzido para que a gente possa fazer a maior frente política em Pernambuco e a maior frente política para ajudar o presidente Lula”, garantiu.