Simepe contesta ingerência das seguradoras de saúde nas condutas médicas

Foto: Divulgação

A ingerência das seguradoras de saúde nas atividades médicas vem sendo vista como uma forma de fragilizar a autonomia e o trabalho dos profissionais, em Pernambuco. Por se tratar de uma questão que está se tornando preocupante, o tema foi tratado em reunião da qual participaram representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Ministério Público de Pernambuco (MPPE), da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), do Procon Pernambuco e do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

Todos os presentes convergiram no entendimento de que defender a boa prática médica é também garantir um cuidado seguro, ético e centrado no beneficiário do seguro de saúde. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma nova reunião no dia 26 de fevereiro, na sede do MPPE, com a convocação das seguradoras de saúde.

De  acordo com o Simepe, essa iniciativa busca avançar na construção de soluções institucionais que assegurem os direitos dos pacientes, preservem a autonomia médica e garantam a integridade da assistência à saúde em Pernambuco.

Para a presidente do Simepe, Carol Tabosa, o debate ultrapassa a defesa da categoria e alcança diretamente a proteção da sociedade. “Quando a autonomia médica é desrespeitada por interesses administrativos ou financeiros, quem mais sofre é o paciente. Nosso compromisso é com uma medicina ética, baseada na ciência e no cuidado individualizado. Defender o ato médico é defender vidas”, afirmou Carol.

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