João Campos: “Na política e na polícia não vale tudo”

Foto: Reprodução

O prefeito João Campos (PSB) foi à redes sociais, na noite desta segunda-feira (20), para condenar a investigação da Polícia Civil sobre seu secretário de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro. Ao longo da sua fala fez vários questionamentos sobre quem estaria por trás da operação Missão Nova com interesse eleitoral. Campos, que é pré-candidato a governador, avisou que vai tomar providências judiciais e que na “política e na polícia não vale tudo”.

“O que está em jogo não é a polícia investigar, mas é fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção e não tolero perseguição. O que a TV recorde revelou no dia de ontem, foi uma coisa grave. O uso da Polícia Civil de Pernambuco. Foi revelado que inquéritos foram arquivados por interesse eleitoral. Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito B, sem formalidade”, reclamou João Campos.

O prefeito segue falando que até uso de equipamentos a Polícia Civil se valeu para localizar Gustavo Monteiro. “Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso. Isso é um absurdo. Se não fosse a imprensa livre, onde isso ia parar?“, questiona.

“Quem é que está dando essas ordens? É interesse de quem? Será que iam construir provas falsas com uma realidade que não existe para incriminar pessoas? Até porque depois que saiu a notícia, a SDS disse que foi arquivado, que nada foi encontrado. Cadê a formalidade disso tudo? Por que na política e na polícia não vale tudo, não. Porque tem regra, tem lei que tem que valer pra todo mundo”, acrescenta o prefeito.

João Campos segue salientando que investigações contra a sua gestão não vêmde agora. “Foi desde 2024, quando disputava a reeleição. Foi feita uma denúncia sobre creches, foi investigado.o delegado responsável não encontrou nenhum problema, nenhum crime e arquivou. Aí vem um delegado dando ordem superior, dizendo que era importante por ser período eleitoral. Depois da eleição arquivou de novo”, relata.

O prefeito do Recife continua sua fala dizendo que “agora vem uma ação absurda como essa. Três delegados e sete agentes num grupo informal de WhatsApp. Quem deu a ordem para fazer esse grupo? Para tomar medidas ilegais e criminosas? Isso não tá certo. Isso é ilegal, é imoral. Isso não começou agora”, dispara.

João Campos disse que “depois da eleição de 2024, foi criada uma grande rede de ódio com disseminação de mentira, ataque à honra, fake news, injúria, difamação. Quem está pilotando politicamente isso? Isso tá a serviço de quem? Isso interessa a quem? Quem está financiando isso?”, continua.

“Eu queria dizer a vocês que tudo isso não vai ficar impune, porque não vale tudo pra disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como a Polícia Civil, com mais de 200 anos. Quero dizer a vocês que vou tomar todas as medidas cabíveis na justiça brasileira, porque isso não vai passar impune. A democracia brasileira não permite e não permitirá nenhum roubo autoritário“ conclui João Campos.

Secretário refuta acusação de arapongagem política. Agente da polícia é suspeito de vazar informações de investigação

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1 comentários

Um comentário

  1. Qualquer investigação policial segue em segredo de justiça , no entanto ,caso algum parlamentar seja alvo desse procedimento , deve procurar os meios judicial , caso tenha sido constrangido.
    Quando não andamos pelo caminho paralelo não devemos sentir receios .
    A polícia faz o papel dela para proteger a sociedade.

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