Secretário refuta acusação de arapongagem política. Agente da polícia é suspeito de vazar informações de investigação

Foto: Rafael Vieira/DP

A investigação “Nova Missão” foi detalhada, nesta segunda-feira (26), durante entrevista coletiva na Secretaria de Defesa Social, cujos alvos eram o secretário Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão Eduardo, que é assessor da Prefeitura. O fato veio à tona em reportagem exibida no programa Domingo Fantástico, da Rede Record. Apesar de a própria Polícia Civil ter informado que nada foi comprovado, a investigação é apontada por Monteiro e a oposição como uso político da instituição para atingir o prefeito João Campos (PSB). O secretário Alessandro Carvalho também não descarta motivação política em relação ao vazamento das informações e já tem um agente da Polícia Civil sendo investigado.

Alessandro disse que chegou uma denúncia anônima à SDS de que Gustavo Monteiro seria responsável por receber propina de fornecedores da Prefeitura do Recife. Ele admitiu que deu autorização e que as diligências ocorreram entre os meses de agosto e outubro de 2025. Mas que nada foi comprovado contra Gustavo Monteiro e o assunto foi arquivado.

“Foi feita uma reportagem passando uma informação falsa de que a Secretaria de Defesa Social faz arapongagem. Houve denúncia anônima, que poderia ter consistência ou não. A Polícia Civil não pode instaurar inquérito só com denúncia anônima. É preciso apurar para saber se procede e dar segurança jurídica e não causar constrangimentos”, disse o secretário.

Carvalho também afirmou que não há necessidade de pedir autorização judicial para diligências. Segundo ele, existe um fundo de recursos para que delegados paguem algumas despesas do dia a dia da investigação, ao justificar a compra do rastreador instalado no veículo funcional do secretário Gustavo Monteiro.

Alessandro Carvalho contou que foi montada uma equipe com 3 delegados e 7 agentes que acompanharam o Gol locado pela Prefeitura. Ele garantiu que Gustavo e Eduardo não foram acompanhados nas suas vidas pessoais e nem seus veículos. “Era um serviço legal e lícito” que já foi encerrado, assegurou.

Carvalho contou que o agente suspeito de vazar as informações sigilosas já havia sido afastado da equipe de Inteligência, no mês de novembro, por ter sido flagrado passando informações para o presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), que é investigado por desvio de recursos e foi preso.

“O agente foi excluído do grupo. Será instalado um inquérito e aberto procedimento administrativo. O problema não é WhatZap ou um ofício, são as pessoas. Houve um vazamento de informações que certamente têm motivações”, disse Alessandro Carvalho. Ao ser questionado se poderiam ser políticas, respondeu que “pode, sim”. “A governadora Raquel Lyra disse que a gente prestasse todas as informações e apure tudo que tenha de ser apurado”, ressaltou o secretário.

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