A deputada Débora Almeida (PSDB) protocolou requerimento à Presidência da Assembleia Legislativa, solicitando a extinção da CPI da Publicidade, criada por iniciativa da deputada Dani Portela (Psol) e que obteve assinaturas suficientes para ser instalada. O objetivo era investigar contratos publicitários do Governo do Estado e o pagamento a influenciadores digitais para atacar adversários. No entanto, depois de manobras da oposição contestadas na Justiça, não houve andamento e nenhuma reunião aconteceu. O documento foi protocolado no dia 18 de dezembro. Nesta sexta-feira (23), o líder da oposição, Cayo Albino (PSB), reagiu contra a iniciativa de Débora.
Na sua justificativa, a parlamentar governista diz que o requerimento protocolado está amparado pelo Regimento Interno, especialmente nos artigos 143, incisos III e IV, 150, §3º, e 218, inciso III. “A situação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada a partir do deferimento do Requerimento nº 3797/2025 chama atenção pela falta de funcionamento. A comissão permanece inativa há mais de 120 dias, desde sua criação e, mesmo após a instalação formal, deixou de operar por um período superior a 30 dias corridos”, acrescenta.
Débora Almeida ressalta que “o TJPE, TCE e STF já emitiram pareceres afirmando que não há irregularidade nos contratos citados”. “O requerimento encontra-se sem resposta por parte da presidência e da vice presidência da casa”, contou a deputada ao Blog Dantas Barreto.
REAÇÃO
Na avaliação do deputado Cayo Albino, “é inaceitável que a governadora (Raquel Lyra/PSD) utilize uma de suas principais aliadas para tentar calar os deputados da Alepe, como se fôssemos nos curvar a essa intimidação”. “A governadora se diz à frente de uma gestão honesta e ilibada, pediu que não mexessem com a honra de ninguém. Por que tentou barrar na Justiça uma CPI que investiga as práticas de seu governo? O que ela está escondendo? A transparência que ela tanto prega não existe? Onde estão os contratos que deveriam ser claros e abertos à população?”, questionou o líder da oposição.
Em nota, Cayo afirmou “que a intimidação não é o caminho para um diálogo saudável e construtivo na Assembleia Legislativa, e que todos os deputados devem ter a liberdade de atuar em prol da transparência e da justiça, sem medo de represálias”.