Pré-candidato a senador nas eleições deste ano, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, faz os cálculos de que a direita pode conquistar uma das vagas, atraindo também os eleitores da centro-direita. O dirigente ressalta que o PL terá uma candidatura forte à Presidência da República, com o senador Flávio Bolsonaro, e isso fortalece os projetos estaduais. Ao analisar os concorrentes para o Senado, Anderson destacou que praticamente todos estiveram no mesmo lado, enquanto ele sempre foi do PL e do campo da direita.
“Em Pernambuco, tem os mesmos grupos, as mesmas famílias que estiveram no PSB. Eu fico confortável quando falo da minha trajetória. Quando se vê todos ali brigando pelo mesmo espaço dentro da esquerda, a gente leva em conta a vantagem porque a política permite que se tenha lado. E eu acredito no eleitor da direita. Sempre dialoguei. Nunca fui extremista, mas nunca abri mão das minhas convicções. Então, isso me dá tranquilidade. Sempre consegui o voto da direita e da centro-direita”, disse Anderson, na entrevista à Rádio Folha, nesta segunda-feira (12).
Questionado se o PL terá candidato ao Governo ou apoiará alguém, o dirigente assinalou que o partido pode compor alguma chapa ou lançar candidatura ao Senado de forma independente. “O PL não vai ser coadjuvante, vai ser protagonista porque o eleitor de direita quer essa postura. Candidatura ao Senado, sim. Ao Governo, não, por conta da estratégia. O partido nacionalmente quer aumentar o número de candidatos ao Senado para ajudar o futuro presidente, que será de direita”, ressaltou.
Anderson Ferreira avalia que os eleitores irão às urnas como forma de protesto contra a perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e eleger Flávio Bolsonaro. “A direita vem mais forte do que nunca. Temos o sentimento claro de perseguição política a um grande líder, que é o (ex) presidente Bolsonaro. Ele indicou o filho. Flávio é um jovem da política, tem uma habilidade muito grande e acredito que, com o tempo, as pessoas vão ter a oportunidade de conhecê-lo”, observou.
MANO
Quanto à decisão do prefeito do Jaboatão, Mano Medeiros, de trocar o PL pelo PSD a convite da governadora Raquel Lyra, Anderson Ferreira procurou ser diplomático na resposta, embora afirmando que o assunto não foi tratado por ambos. “Sempre dei total autonomia de decisões políticas. Acho que cada um procura construir e sabe o que é melhor na leitura pessoal”, disse.
Mais adiante na entrevista, o dirigente do PL falou que “cada um responde pelos seus atos e expressa gratidão de acordo com quem tanto apostou e se dedicou”, citando todo apoio que o partido deu ao prefeito jaboatonense. Em seguida, Anderson lembrou que sempre deu espaço político a Mano Medeiros, inclusive confiou o cargo de vice-prefeito do Jaboatão quando planejou a reeleição em 2020, visando sair em 2022 para disputar o Governo de Pernambuco.
Mas também deu uma alfinetada em Raquel Lyra devido à filiação de Mano ao PSD, questionando se “esse é o caminho certo”. “A gente não vê isso acontecendo só com o PL. A gente vê isso com o PP também. A gente vê esses conflitos ocorrendo dentro do próprio time. É a leitura de cada líder. Se ela tem essa postura, cabe a ela responder”, cravou Anderson.