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Carta de Trump defende Bolsonaro e impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Foto: Alan Santos/PR

Do Correio Braziliense

Em carta endereçada ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros a partir do próximo dia 1º de agosto. No documento, o republicano critica a condução do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em tentativa de golpe de estado, em janeiro de 2023.

Confira, na íntegra, a tradução da carta publicada por Trump:

Prezado Senhor Presidente:

CARTA OFICIAL DA CASA BRANCA

A CASA BRANCA

9 de julho de 2025

Sua Excelência

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República Federativa do Brasil

Brasília

Prezado Senhor Presidente,

Conheci e mantive relações com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, a quem sempre respeitei profundamente, assim como fizeram a maioria dos demais líderes mundiais. A forma como o Brasil vem tratando o ex-Presidente Bolsonaro — um líder altamente respeitado em todo o mundo durante o seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos — constitui uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria sequer ocorrer. Trata-se de uma verdadeira caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!

Em parte em razão dos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e contra os direitos fundamentais de liberdade de expressão dos norte-americanos — ilustrados recentemente pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS às plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e a expulsão do mercado brasileiro —, a partir de 1.º de agosto de 2025 aplicaremos ao Brasil uma tarifa de 50 % sobre todos os produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos, além de quaisquer tarifas setoriais. Mercadorias transbordadas para burlar essa tarifa de 50 % também estarão sujeitas à mesma alíquota majorada.

Além disso, tivemos anos para discutir nossa relação comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar do longo e muito injusto relacionamento comercial criado pelas políticas tarifárias e não tarifárias e pelas barreiras de comércio do Brasil. Infelizmente, nossa relação tem estado longe de ser recíproca.

Observe que o percentual de 50 % está bem abaixo do necessário para igualar o campo de jogo entre nossos países. Essa medida é imprescindível para corrigir as graves injustiças do regime atual. Como Vossa Excelência sabe, não haverá tarifa se o Brasil — ou empresas sediadas em seu país — optar por construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos; de fato, faremos todo o possível para conceder autorizações de forma rápida, profissional e rotineira — em outras palavras, em poucas semanas.

Caso o senhor decida aumentar as tarifas brasileiras, qualquer percentual acrescido será somado aos 50 % que cobraremos. Tenha em mente que essas tarifas são essenciais para corrigir os muitos anos de políticas tarifárias e não tarifárias e de barreiras comerciais do Brasil, que provocaram déficits comerciais insustentáveis em detrimento dos Estados Unidos. Esse déficit representa uma séria ameaça à nossa economia e, inclusive, à nossa segurança nacional. Além disso, em razão dos persistentes ataques do Brasil às atividades de comércio digital de empresas norte-americanas, bem como de outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação nos termos da Seção 301 contra o Brasil.

Se o senhor desejar abrir os, até agora, fechados mercados brasileiros aos Estados Unidos e eliminar suas políticas tarifárias e não tarifárias e suas barreiras comerciais, poderemos, talvez, considerar um ajuste às medidas expostas nesta carta. Essas tarifas poderão ser modificadas — para mais ou para menos — em função do nosso relacionamento bilateral. Jamais ficará desapontado com os Estados Unidos da América.

Agradeço a atenção dispensada a este assunto.

Com os melhores cumprimentos, subscrevo-me.

Atenciosamente,

PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

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