Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press
Do Correio Braziliense
O anúncio do nome que comandará o Partido dos Trabalhadores pelos próximos quatro anos sofreu atraso depois de uma decisão judicial que adiou a votação no diretório estadual de Minas Gerais. A Justiça do Distrito Federal determinou, no sábado (5/7), a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin (MG) na disputa. A parlamentar recorreu após ser impedida de concorrer pela sigla, que alegou falta de pagamento de contribuições partidárias dentro dos prazos.
Com a decisão, o PT anunciou o adiamento no dia da votação, pois, segundo a sigla, seria impossível inserir o nome dela nas cédulas já produzidas — a eleição é por meio do voto impresso. “O adiamento cumpre decisão judicial de garantir igualdade de condições aos candidatos, sem prejuízo da defesa do Diretório Nacional no processo em referência que demonstrará a plena regularidade de todas as decisões tomadas pelas instâncias internas do partido”, disse a agremiação.
Segundo o presidente interino da sigla, o senador Humberto Costa (SP), a apuração dos votos nos demais estados deve ser concluída hoje. O parlamentar também marcou uma reunião do diretório nacional do partido para amanhã, com o objetivo de definir quando será a votação em Minas Gerais e discutir sobre a judicialização por parte de filiados contra decisões do partido. Ele não descartou a possibilidade de punição.
“Esse processo de judicialização de decisões partidárias é uma coisa, no meu ponto de vista, completamente inaceitável. No passado, sempre que isso aconteceu, o partido foi muito firme em relação a essas pessoas. Tivemos comissão de ética em alguns casos, resultado de comissão de ética. Mas não vou me antecipar, terça-feira essa discussão pode ser feita”, disse Humberto Costa, que detalhou que o papel da Justiça interferir em questões internas de qualquer legenda.
“O nosso partido tem primeiro a autonomia política e administrativa que é concedida pela legislação eleitoral. Segundo, na nossa visão, as decisões do partido devem ser tomadas no âmbito do partido e o que for decidido deve ser cumprido por todos. Além do mais, a decisão que foi tomada pelo diretório nacional foi por uma larga margem, então eu entendo que foi uma posição equivocada, errada”, apontou o senador.