Sileno cita “indicação” de Meira. Coronel estranha atitude do socialista

A declaração do deputado federal Coronel Meira (PL) de que sugeriu à governadora Raquel Lyra (PSDB) trocar os comandos da Polícia Militar foi o suficiente para o presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes (PSB), levantar suspeitas de indicação política para os dois cargos. Ouvido pelo Blog Dantas Barreto, Meira levantou a suspeita de que Sileno está sendo orientado por alguém, porque a segurança não é a área de atuação dele.

“Em entrevista recente, um deputado aliado da governadora atribuiu a ele a coragem de pedir que o comando da Polícia Militar e a chefia da Polícia Civil fossem substituídos, e a mudança nesses postos, de fato, ocorreu”, disse Sileno Guedes, através de nota enviada à Imprensa, nesta quarta-feira (24).

O socialista foi além, ao questionar que, “se uma troca dessa envergadura ocorreu nos mais altos cargos dessas corporações após o pedido de um deputado, significa dizer que, de agora em diante, as chefias de batalhões e de delegacias serão indicadas por políticos locais?”. Na opinião de Sileno Guedes, “a segurança pública não pode estar sujeita a interferências”.

O deputado Coronel Meira reagiu à atitude do presidente do PSB. “Estranho a atitude de Sileno, que nunca se envolveu com segurança pública. Quem está por trás dele? Quem está o orientando?. Ele não tem o que falar e se apega nessa pauta. Eu não sabia que tinha essa força junto à governadora, como Sileno está dizendo.Não indiquei ninguém. Quem indica é o secretário de Defesa Social. Mas Sileno quer fazer a guerra política dele. Fazer o que?”, rebateu.

Meira esclareceu que, ao sugerir que Raquel Lyra trocasse o comando da Polícia Militar e a chefia da Polícia Civil, “foi porque os números são os piores possíveis”. “Coloquei que a situação está terrível. Falei isso porque sou aliado da governadora. Tanto que ela trocou os dois cargos, antes do Carnaval. Se  não fizesse isso agora, não sei como seria o Carnaval. Não tenho nada contra quem saiu, mas, repito, quem deve fazer política é o secretário, não comandante da Polícia Militar”, disse o deputado.

Você pode gostar:

Sem comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Destaques

Publicidade

Posts Populares

Publicidade