Passado que assombra

“Ninguém espere que o PT vá repetir o que aconteceu em 2012”. A frese foi dita ontem por Mozart Sales, que concorre com o deputado Carlos Veras pela vaga de vice do prefeito João Campos (PSB), nas eleições do Recife. Sinal de que o ocorrido, há 12 anos na Capital pernambucana, ainda está na memória dos petistas. Na época, o prefeito era João da Costa, que, desgastado politicamente, rompido com o padrinho João Paulo e sem pertencer ao grupo de Humberto Costa, foi impedido de concorrer à reeleição. O partido fez uma prévia e Maurício Rands disputou com João o direito de encabeçar a chapa majoritária. O prefeito foi o mais votado, porém depois de muita confusão, briga judicial e acusações de fraude, o candidato do PT terminou sendo Humberto. Mas o eleito para a Prefeitura do Recife foi o técnico quase desconhecido Geraldo Júlio, do PSB. Desde então, os socialistas comandam a Capital e os petistas amargam derrotas. Agora tentam ganhar, mas na vice do considerado favorito João Campos. Quando se encontram, Mozart e Veras mostram que há uma disputa sadia, mas no paralelo há outra queda de braço entre os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão. Talvez não lembre a rinha que existia tempos atrás entre os grupos de Humberto e João Paulo, só que está em jogo 2026, quando quem for o vice pode virar prefeito. Além disso, será o último ano do senador no Congresso, enquanto Teresa estará na metade do mandato.

Confiante na recuperação

Assessor do Ministério das Relações Institucionais, Mozart Sales se mostra confiante de que o presidente Lula vai recuperar os índices de aprovação. Diz que Lula encontrou obras paradas e a situação complicada em diversas áreas. Mas que agora o País está sendo reconstruído. “Leva um tempo para que as ações cheguem às casas dos brasileiros”, diz.

Indiretas de João

Está virando rotina o prefeito João Campos falar, nos atos de filiação de vereadores ao PSB, que não gasta energia brigando com o Legislativo. Quinta-feira, ele falou: “A gente não vai ganhar na briga, mas no convencimento”. É indireta, é?

Nepotismo não pode

O MPPE determinou que a Prefeitura de Garanhuns rescinda o contrato do servidor Bruno Rolim de Andrade, por caracterizar nepotismo. Ele é filho do secretário de Gestão e Articulação Política, Silvino Duarte. A denúncia foi feita pela vereadora Magda Alves.

Pedir voto também não

Outra recomendação do MPPE foi feita ao prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PSB), para não pedir “votos, expressos ou implícitos, em atos como inaugurações, shows, reuniões e demais eventos com a participação do público local”. Pré-candidatos a prefeito e vereador do Cabo, Passira e Cumaru também foram alertados.

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